Conceitos e Definições

Listamos, a seguir, alguns conceitos e definições que são básicos para o entendimento de algumas publicações da área farmacêutica. Os textos foram retirados de literatura disponível na área e eles explicam termos específicos do campo de atuação do farmacêutico.
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Bioequivalência
Consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de princípio(s) ativo(s), e que tenham comparável biodisponibilidade, quando estudados sob um mesmo desenho experimental.
Fonte: ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (http://portal.anvisa.gov.br)

Cosmecêuticos
Cosmecêuticos ou cosméticos funcionais são produtos cosméticos contendo compostos bioativos (que agem no organismo) com propriedades terapêuticas, destinando-se a outros fins além de proteção ou embelezamento da pele. São exemplos dessa classe os antitranspirantes, pastas dentais anticáries, produtos antienvelhecimento e produtos com vitaminas e derivados.
Fonte: Farmacopeia Brasileira, ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2010. (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cd_farmacopeia/pdf/volume1%2020110216.pdf)

Dependência
Dependência é um estado que se desenvolve devido à adaptação produzida pelo reajuste dos mecanismos de homeostase (que mantem o equilíbrio do organismo), em resposta ao uso repetido de uma droga ou fármaco. Dessa forma, o organismo cria um novo sistema de equilíbrio que se adapta à presença de tais substâncias, passando a necessitar delas para funcionar normalmente.
Fonte: Goodman & Gilman. As bases farmacológicas da terapêutica – McGraw-Hill Interamericana Editores, 11ª.ed.2010.

Dermocosmético
Também denominados cosmecêuticos. Resumidamente, são produtos cosméticos com ingredientes bioativos e que, portanto, apresentam propriedades terapêuticas (podem ser utilizados em tratamentos).
Fonte: ARRUDA, Alberto Cardoso. Rede de inovação em dermocosméticos na Amazônia: o uso sustentável de sua biodiversidade com enfoques para as cadeias produtivas da castanha -do-Pará e dos óleoas de andiroba e copaíba. Disponível em: (http://seer.cgee.org.br/index.php/parcerias_estrategicas/article/viewFile/347/341)

Distribuição
Refere-se à passagem reversível do medicamento de um local para outro dentro do organismo, ou seja, sua passagem ou captação por qualquer tecido ou órgão do corpo. Esse processo é dependente de fatores como: tamanho da molécula do fármaco, solubilidade, ionização (carga elétrica), entre outros.
Fonte: M.J.V.M. Gomes & A.M.M.Reis (organizadores). Ciências Farmacêuticas. Uma abordagem em Farmácia Hospitalar. 1 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2001. Cap.4, p.72.

Efeito Adverso
Efeito adverso, também denominado como Reação Adversa a Medicamento (RAM), é definido pela OMS como “qualquer efeito prejudicial ou indesejável, não intencional, que aparece após a administração de um medicamento em doses normalmente utilizadas no homem para a profilaxia, o diagnóstico e o tratamento de uma enfermidade.”
Fonte: M.J.V.M. Gomes & A.M.M.Reis (organizadores). Ciências Farmacêuticas. Uma abordagem em Farmácia Hospitalar. 1 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2001. Cap.7, p.125-146

Eficácia
Eficácia, segurança e qualidade é uma tríade de parâmetros que assegura que os medicamentos produzidos tem uma procedência garantida. A eficácia nesse contexto, pode ser explicada como a capacidade de um medicamento, na dose recomendada, em produzir efeitos benéficos em circunstâncias ideais, como nos ensaios clínicos randomizados.
Fonte: Marley, J. Efficacy, effectiveness, efficiency. Aust. Prescr. v. 23, 2000.

Excipiente
Excipientes em geral são conceituados como substâncias auxiliares diretamente envolvidas na composição das diversas formulações farmacêuticas. Constituintes de diferentes sistemas terapêuticos viabilizam o sucesso da forma farmacêutica final, apresentando características e propriedades diferentes daquelas pertinentes aos fármacos.
Fonte: Cavalcanti, O. A. Excipientes farmacêuticos: perspectivas dos polissacarídeos na pesquisa e desenvolvimento de novos sistemas de liberação. Arq. ciências saúde UNIPAR;6(1):53-56, jan.-abr. 2002.

Estrato córneo
O Estrato Córneo é uma estrutura funcional, que ajuda o seu corpo a responder ao meio ambiente e manter a barreira da pele saudável. Uma pele saudável auto-regenera-se. Infelizmente a pele torna-se demasiado seca e quando isso acontece, luta para funcionar de forma favorável. Tornar a sua pele de novo saudável começa por compreender o que a sua pele consegue aguentar e o que necessita.

Medicamento de Referência
É o produto inovador, que ainda não existia no mercado, registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (órgão federal Brasileiro, responsável pela vigilância sanitária) e comercializado no país, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovados, cientificamente, no órgão federal competente, por ocasião do registro.
Fonte: Farmacopeia Brasileira, ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2010. (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cd_farmacopeia/pdf/volume1%2020110216.pdf)

Medicamento Genérico
É o medicamento similar a um produto de referência ou inovador, que pretende ser com esse intercambiável (troca/substituição é permitida), geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela DCB (Designação Comum Brasileira) ou, na sua ausência, pela DCI (Designação Comum Internacional).
Fonte: Farmacopeia Brasileira, ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2010. (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cd_farmacopeia/pdf/volume1%2020110216.pdf)

Medicamento Intercambiável
É o medicamento equivalente terapêutico de um medicamento de referência, comprovados, essencialmente, os mesmos efeitos de eficácia e segurança.
Fonte: Farmacopeia Brasileira, ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2010. (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cd_farmacopeia/pdf/volume1%2020110216.pdf)

Medicamento Magistral
É todo medicamento cuja prescrição pormenoriza a composição, a forma farmacêutica e a posologia. É preparado na farmácia, por um profissional farmacêutico habilitado ou sob sua supervisão direta.
Fonte: Farmacopeia Brasileira, ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2010. (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cd_farmacopeia/pdf/volume1%2020110216.pdf)

Medicamento Similar
É aquele que contém o(s) mesmo(s) princípio(s) ativo(s), apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, e que é equivalente ao medicamento registrado na ANVISA, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículo, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca.
Fonte: Farmacopeia Brasileira, ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2010. (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cd_farmacopeia/pdf/volume1%2020110216.pdf)

Meia-vida biológica
É o tempo necessário para um organismo remover, por eliminação biológica, metade da quantidade de uma substância administrada. Nos medicamentos, esse parâmetro demonstra quanto tempo o medicamento circula no organismo. Por exemplo, um medicamento que apresenta 12 horas de tempo de meia vida terá sua concentração reduzida a metade após 12 horas de sua administração.
Fonte: Farmacopeia Brasileira, ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2010. (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cd_farmacopeia/pdf/volume1%2020110216.pdf)

Metabolização
Transformação química do fármaco levando à sua eliminação. Diminui a quantidade de fármaco biodisponível para ação no organismo, também é conhecido como metabolismo ou efeito de primeira passagem e pode ocasionar em uma perda significativa na biodisponibilidade do fármaco. Ocorre no fígado, mucosa intestinal, plasma ou pulmão.
Fonte: Farmacocinética - Neila Márcia Silva Barcellos - Professora do Depto de Farmácia - Escola de Farmácia - UFOP (http://www.farmacia.ufmg.br/cespmed/text7.htm)

Nutracêuticos
É definida como nutracêutico não uma droga ou um alimento, mas “uma substância de ocorrência natural com evidente efeito benéfico à saúde que faça parte, como ingrediente, de alimentos específicos, alimentos funcionais ou suplementos alimentares”. Assim, são elementos ou substâncias químicas encontrados como um componente natural de alimentos ou outras formas de ingestão, que proporcionam benefícios à saúde humana na prevenção ou tratamento de uma ou mais doenças, ou ainda, na melhoria do rendimento fisiológico.
Fonte: Revista Eletrônica de Farmácia Vol 3(2), 109-122, 2006 ISSN 1808-0804 - ALIMENTOS FUNCIONAIS E NUTRACÊUTICOS: DEFINIÇÕES, LEGISLAÇÃO E BENEFÍCIOS À SAÚDE.

Potencial Hidrogeniônico (pH)
Grandeza química que refere a concentração do íon hidrogênio (H+) em soluções aquosas, determinando se tal solução tem caráter ácido (fracamente ácido pH de 4 a 6,6 ou fortemente ácido pH de 1 a 4), caráter neutra (pH de 6,7 a 7,5) ou caráter básico/alcalino (fracamente alcalino pH de 7,6 a 8,8 ou fortemente alcalino pH de 8,9 a 13)
Fonte: adaptado de Farmacopeia Brasileira, ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2010. (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cd_farmacopeia/pdf/volume1%2020110216.pdf) e IUPAC - Measurement of pH. Definition, Standards, and Procedures (http://stage.iupac.org/originalWeb/publications/pac/2002/pdf/7411x2169.pdf).

Princípio Ativo (Substância Ativa, fármaco)
Substância química com propriedades farmacológicas utilizada para diagnóstico, alivio de sintomas ou tratamento. Empregado para explorar sistemas fisiológico ou estados patológicos em benefício da pessoa na qual se administra.
Fonte: adaptado de Farmacopeia Brasileira, ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2010. (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cd_farmacopeia/pdf/volume1%2020110216.pdf)

Vias de administração
É o local do organismo por meio do qual o medicamento é administrado no organismo. As vias se dividem, basicamente, em administração tópica (bucal, dermatológica, nasal, oftálmica, otológica, por exemplo), enteral (oral e retal, por exemplo) e parenteral (epidural, intra-articular, intradérmica, intramuscular, intratecal, intrauterina, intravenosa, subcutânea, por exemplo)
Fonte: Vocabulário Controlado de Formas Farmacêuticas, Vias de Administração e Embalagens de Medicamentos. ANVISA, Brasília, 1ª Edição, 2011. (http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/ed15f600474590b59944dd3fbc4c6735/vocabulario_controlado_medicamentos_.pdf?MOD=AJPERES)