sábado, 1 de outubro de 2011

Saiba como cuidar da sua herpes labial

Por Luma Gonzales Cascão

“Gostaria de saber se existe um medicamento eficaz no combate ao tratamento de herpes labial.”

O herpes labial é uma doença infecciosa causada pelo vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1). O tipo 2 (HSV-2) normalmente causa a forma genital da doença. Esse vírus é altamente prevalente na raça humana e estima-se que 90% da população mundial já tenha tido contato com o vírus. Desses, apenas 20-40% manifestam a doença. Algumas pessoas tem maior possibilidade de apresentar os sintomas do herpes. Outras, mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o seu desenvolvimento.

O contato com o vírus ocorre geralmente na infância ou adolescência, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. Após o contato o vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma latente, até que venha a ser reativado. A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica. O diagnóstico do herpes é feito pelo exame clínico do paciente e, em alguns casos, o médico pode solicitar testes mais detalhados, como cultura viral e PCR.


Uma vez reativado, o herpes labial pode apresentar-se, inicialmente, como coceira e ardência no local onde surgirão as lesões, com posterior formação de pequenas bolhas agrupadas sobre a área avermelhada e inchada. Posteriormente, as bolhas rompem-se liberando um líquido rico em vírus e formam uma ferida. Essa é a fase de maior perigo de transmissão da doença. Por fim, a ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização. Geralmente a doença dura cerca de 5 a 10 dias. É importante frisar que o vírus HSV uma vez contraído não pode ser “curado”, e sim, ter seus sintomas tratados.

Os agentes antivirais são os medicamentos usados na infecção pelo herpes e temos como exemplos o aciclovir, o valaciclovir e o famciclovir. Desses medicamentos o aciclovir é o que apresenta a maior atividade in vitro contra os herpes vírus humanos HSV-1 e HSV-2. A terapia antiviral com aciclovir, famciclovir, valaciclovir vai encurtar a duração e gravidade dos sintomas (bolhas e ardência no local) e acelerar cicatrização das lesões se iniciado durante a fase sintomática.

Para pacientes com herpes labial recidivante sintomático, é recomendada terapia oral antiviral sempre que houver a manifestação da doença. Em adultos saudáveis ​​com seis ou mais recorrências por ano do herpes, o aciclovir 400 mg duas vezes por dia (BID) por via oral tem mostrado reduzir a freqüência dos episódios clínicos em cerca de 50%. Embora a administração crônica de aciclovir pareça ser segura, os custos e os inconvenientes de tal terapia devem ser pesados ​​contra os potenciais benefícios. Em geral, o aciclovir (400 mg três vezes ao dia durante 7 a 10 dias) é uma opção adequada de tratamento para crianças mais velhas e adultos.

Formulações tópicas (pomadas e cremes) de aciclovir e os compostos relacionados de penciclovir também estão disponíveis. O tratamento com essas formulações requer freqüentes aplicações diárias (por exemplo, o aciclovir, cinco vezes por dia ou penciclovir nove vezes por dia) e apresenta melhoras nos sintomas causados pelo herpes.

Ensaios clínicos têm avaliado que tanto a terapia antiviral tópica ou oral não acaba com as recorrências esporádicos do herpes labial. Devido ao rápido desenvolvimento de vesículas assim como dos sintomas, e o rápido declínio na excreção viral durante a reativação da doença (em menos de 48 horas após a ardência as bolhas se formam), o tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas para ser eficaz, assim o surto deverá ser de menor intensidade.

O tratamento do herpes labial deve ser orientado pelo seu médico dermatologista. É ele quem pode determinar os medicamentos mais indicados para o seu caso e avaliar o quadro clínico e intensidade das manifestações. É muito importante evitar os fenômenos desencadeantes, procurando levar uma vida o mais saudável e livre de estresse possível.

A seguir algumas recomendações afim de minimizar os efeitos do herpes:

  • comece o tratamento com antivirais o mais rápido possível;

  • evite furar as vesículas (bolhas) formadas;

  • evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial;

  • lave sempre bem as mãos após manipular as feridas, pois a virose pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.


Referências:
  • Robyn S Klein, MD, PhD “Clinical manifestations and diagnosis of herpes simplex virus type 1 infection” Last literature review version 19.2: Maio 2011 | This topic last updated: Maio 6, 2011
  • Robyn S Klein, MD, PhD “Treatment of herpes simplex virus type 1 infection in immunocompetent patients”Last literature review version 19.2: Maio 2011 | This topic last updated: Junho 17, 2010
  • Robyn S Klein, MD, PhD “Prevention of herpes simplex virus type 1 infection in immunocompetent patients” Last literature review version 19.2: Maio 2011 | This topic last updated: Junho 17, 2010 (More)

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